O mesmo Zé de sempre

“Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende” (Guimarães Rosa)

Há muitas ideias, conceitos e divagações sobre os possíveis significados da expressão política. Tem gente que define a política como a forma mais elevada de convivência e realização da natureza comunitária dos indivíduos. Tem aqueles que a consideram como a arte de somar, conciliar interesses, construir consensos, transformar a vida das pessoas, buscar o bem comum, difundir um ponto de vista, construir hegemonia, derrotar os adversários, etc.

Nos últimos tempos, contudo, pessoas de todas as classes e gente de todos os modos têm se distanciado da participação e do exercício da cidadania. São momentos difíceis, de muita desilusão, desesperança, ódio, ressentimento, violências e injustiças. Em função disso, faz-se necessário que retomemos a política em sua dimensão primeira e originária, a política enquanto ação coletiva por excelência, expressa na arte do bem viver e na ciência das coisas tangíveis.

Nesse sentido, precisamos de políticos com sensibilidade e vocação. Políticos que sejam capazes de inspirar as pessoas, despertando admiração e encanto pela ação coletiva. São tempos que exigem mais simplicidade no agir do que complexidade no pensar. São tempos em que poucos sobressaem quando a imaginação se torna parte essencial e indissociável da própria razão.

Sinto-me, portanto, dividido. Na mesma hora em que penso no cenário desastroso e apavorante no qual se insere a política internacional e nacional, vejo surgir ao meu lado uma nova e arrebatadora liderança, que traz em si uma espécie de síntese entre todas as virtudes e qualidades imprescindíveis a um homem público. Zé de Souza é, sem duvida alguma, um sujeito vocacionado para a política, dotado de inteligência rara e primorosa sensibilidade.

Um grande mestre, dono de uma apreciável sabedoria prática. Um mestre a gosto de Guimarães Rosa, que ensina aprendendo e aprende ensinando. Um político que faz da escuta uma rica fonte de lições sobre a vida. Que, para tanto, não rejeita a boa conversa, pois adora dialogar e sabe ouvir como poucos. Um parlamentar que compreende sua ação como próxima do ofício laborioso de um mensageiro. Isto é, que escuta primeiro para depois transmitir suas ideias em forma de recado.

Zé de Souza é um político jeitoso. Como bom mineiro, age pelas beiradas, de maneira silenciosa e discreta. Não laça boi com imbira, não dá rasteira no vento, não pisa no escuro, não anda no molhado, só acredita na fumaça quando vê fogo, só arrisca quando tem certeza, não troca um pássaro na mão por dois voando. Deste modo, fez-se uma das maiores referências na política contagense. Na cidade operária e de um povo sofrido, fez-se presidente do PT durante tantos momentos de relevância histórica, como nas duas eleições vitoriosas de Marília Campos. Revelou-se também gestor, sendo administrador da regional Nacional e secretário municipal de Direitos e Cidadania. Foi eleito vereador e vice-presidente da Câmara.

Do mesmo modo, com muita humildade, serenidade, paciência, disciplina e trabalho, Zé de Souza se apresenta a cada dia como uma liderança promissora, um trabalhador empenhado na lida do cotidiano. Uma liderança em construção, um político do amanhã, um operário da conciliação. Assim, o Zé se fez e se faz, na relação com os próximos, no compromisso com os mais pobres e espoliados do sistema capitalista.

Zé de Souza se mostra, no exercício do poder, um grande ser humano, um político habilidoso e comprometido com a construção de uma nova sociedade, onde todos possam viver bem, tendo aquilo que lhe é de direito e as garantias indispensáveis à dignidade. Ele se revela, no exercício do poder, o mesmo Zé de outrora. O mesmo Zé trocador de ônibus (ou motorista de roleta), o mesmo Zé perueiro, o mesmo Zé do sacolão, o mesmo Zé meeiro das lavouras de café e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mutum, o mesmo Zé das Paróquias da vida, que conjugam fé e missão na entrega da militância. O Zé trabalhador do campo, da cidade; o Zé Amelim, de Inhapim, do Córrego da Boa Sorte. O Zé do Estrela D’Alva, São Mateus, do Nacional, o Zé de Contagem. O Zé que todos conhecemos e aprendemos a admirar! Que não muda sua essência popular, não se vende e não se corrompe. Aquele Zé que detém em si o brioso dom de fazer amigos e semear a esperança pelos lugares onde passa. Sempre alegre, sempre otimista, sempre disposto. O mesmo Zé de sempre!

Bruno Roger Ribeiro

Formado em Filosofia e Letras, foi Coordenador de Direitos Humanos de Contagem (2009/2012); Assessor do Dep. Federal Gabriel Guimarães (2013); Secretário de Juventude do PT-MG (2011/2013) e Chefe de Gabinete da Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2014). Atualmente é membro do Diretório Municipal do PT de Contagem e Coordenador do Mandato Coletivo do vereador Zé de Souza.