Laços de Família

Solidários e orgulhosos, pais, filhos e irmãos se unem quando é preciso defender e apoiar Zé de Souza

Como o próprio Zé de Souza costuma dizer reiteradamente, ninguém faz nada sozinho. Por mais que se esforce, por mais que se prepare, é no mínimo imponderável alcançar o sucesso sem apoio, sem colaboração. Seja de amigos, seja de uma equipe, mas, principalmente, da família.

Na trajetória de Zé de Souza, desde seus primeiros passos como liderança religiosa no Córrego da Boa Sorte até sua chegada à Câmara Municipal de Contagem, a família esteve presente. Nas vitórias e nas derrotas, ela funcionou como alicerce, como pilar para que o hoje vereador encontrasse forças que, muitas vezes, julgava não ter. Da mesma maneira, Zé de Souza sempre se portou como esteio, como exemplo a ser seguido pelos seus.

Laços de Família

Filho mais velho, Zé logo cedo se viu na incumbência de auxiliar na criação dos irmãos, oito no total, que iam nascendo ano após ano. Eva, a mais velha entre as mulheres, era carregada na garupa da bicicleta por quatro horas todas as noites – duas para ir, outro tanto para voltar – no trajeto até a escola, a despeito de um dia inteiro na lida na roça. Quando preciso, ele chamava a atenção dos mais novos. “Ele cuidava da gente. Se precisasse, puxava nossa orelha”, confessa Adão, o “irmão do meio entre os homens”, como gosta de dizer.

Na roça, até se casar, a vida de Zé de Souza se resumia em trabalhar na lavoura, ir à escola e cuidar da igreja. Nas celebrações, as irmãs cantavam hinos e cânticos ao som do violão que ele arranhava. A desenvoltura e o talento para a oratória foram notados pelo pai logo cedo. “Ele era um menino muito humilde, mas desde novo sabia conversar. Conversava com os adultos até melhor que eu, era muito inteligente”, recorda-se “seu Zé”.

Essa inteligência fez brotar nos pais o desejo que o filho desse prosseguimento em seus estudos. “Um padre de Caratinga falou em levá-lo para o seminário. Nós queríamos que ele fosse, nem era preciso seguir a carreira, mas para continuar estudando. Mas ele não quis, queria se casar”, conta “seu Zé”. Após o casamento com Marlene, a família continuou presente. Marta, com apenas 16 anos, foi morar com o irmão para ajudar na criação de seus primeiros filhos.Laços de Família

“Não vi meus filhos nascerem nem crescerem, minha irmã foi lá pra casa ajudar minha esposa a cuidar deles”, admite Zé de Souza. “Eu tinha que trabalhar. O papel do homem era trabalhar e colocar comida dentro de casa, essa era minha função”, completa. Com seis anos de casamento, vieram logo três filhos: primeiro Ana Paula, depois Hélio, depois Welington.

Família e política

Se no interior a família tinha que dividir Zé de Souza com o árduo trabalho nas lavouras e nos cafezais, a vinda para Contagem não facilitou muito as coisas. Tão logo se firmou – sempre com a ajuda dos familiares, primeiro uma tia e depois o irmão Adão, que lhe deram guarida –, Zé, assim como na Boa Sorte, assumiu a liderança na Igreja. E se transformou em referência para a comunidade local.
“Quando eu era criança, o povo chamava lá em casa de dia, de tarde, de noite. Incomodava um pouco, mas ele não pensava duas vezes, ia correndo ajudar”, testemunha Hélio, o filho do meio, que completa. “Ele tinha um carro, então sempre se propunha a ajudar, levava os outros no médico, dava a contribuição que podia”. Ana Paula, a mais velha, concorda. “Quem se envolve com política acaba sacrificando um pouco a família”.

O desprendimento, entretanto, passou do pai para os filhos. Desde novinhos, os filhos se habituaram a ajudar os pais na vida pública. “Ele sempre foi um homem do povo, voltado para ajudar as pessoas. Quando resolveu se candidatar pela primeira vez, ainda que desse um pouco de medo, entramos de corpo e alma no projeto. Eu era muito novo, mas sempre ia atrás dele, ia nos comícios”, diz Hélio.

Quando Zé de Souza se candidatou a vereador pela primeira vez, em 2010, seu filho mais novo, Welington, tinha apenas 10 anos. “Eu não entendia bem, mas tentava ajudar. Pegávamos nossas camisas que não tinham estampa e fazíamos estampas para a campanha. Colocávamos um plástico em cima e escrevíamos ‘Zé de Souza’, o símbolo do PT e o número dele, 13456. Fazíamos para a gente e para quem mais quisesse, era só trazer a camisa”, recorda-se.

A ajuda não vinha apenas dos filhos. Marlene, ex-esposa, lembra-se de ter vendido um fogão para pagar o carro de som que corria a cidade fazendo campanha para o ex-marido. Dadá, o primo/afilhado que trouxe Zé de Souza para a cidade, orgulha-se por ter conseguido 50 votos em seu bairro, Santa Helena, onde o padrinho sequer havia pisado.

Vitória e orgulho

Vencer as eleições de 2012, com direito a quebra do recorde de votos do PT em Contagem, é motivo de satisfação não apenas para o eleito, mas para toda a sua família. Atual esposa de Zé de Souza e mãe de sua filhinha mais nova, Lara, de nove meses, se emociona ao lembrar-se do dia da vitória. “É gratificante ver alguém que queria tanto, que sonhava tanto, que lutou tanto, chegar à conquista. Não tem como não se emocionar”.

“Meu pai é um símbolo para mim. Tenho muito orgulho de ver onde ele está”, diz Welington. Hélio, seu irmão, vai na mesma toada. “Tenho orgulho do meu pai não pelo simples fato dele ser vereador, mas porque ele representa muito bem os 4.030 votos que teve na eleição. Não se omite, sempre busca novas maneiras de ajudar a comunidade”.

Instado a acompanhar política por meio do filho, que levou o PT para a Boa Sorte, “seu Zé” garante ter lutado em todas as campanhas da cria. “Me sinto muito entusiasmado, muito alegre”, diz Zé Amélio, que volta e meia faz as vezes de conselheiro. “Em uma das vezes que me candidatei à presidência do PT, quando Marília Campos já era prefeita, me alertaram para sequer aparecer no dia da eleição. Meu pai disse: ‘não, meu filho, vai sim. Se você perder, vai perder para o grupo que comanda a prefeitura. Se ganhar, será melhor ainda. E ganhamos”, comemora.

Zé de Souza reconhece que ainda tem muito que fazer por Contagem, por sua comunidade, sua população. E, assim como fez em toda sua vida, seguirá com um time forte a seu lado: seus familiares. Que conjugam seus sonhos, partilham esforços e caminham juntos. Cada um com suas características, suas particularidades, mas se unem, sempre que necessário, ao redor de seu líder.